Mostrando postagens com marcador Feminino Divino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Feminino Divino. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A DEUSA MÃE



DEMÉTER

Em todas as épocas, os homens têm concebido uma Grande-Mãe que zela pela humanidade lá do céu ou do lugar dos deuses. Este conceito é encontrado em todas as religiões e mitologia. Essas grandes mães que dominam as idéias de diferentes povos, em todos os tempos, espaços e culturas, tem similaridades surpreendentes. A única explicação possível para justificar tal acontecimento é que todos estes mitos representam uma realidade psicológica, que foi percebida como uma imagem surgida do inconsciente e projetada para o mundo exterior, tomando a forma de um ser divino. Como Jung já nos esclareceu, as deusas são princípios dotados de forças que funcionam separadamente da vontade consciente do homem e cuja ordem ele deve curvar-se.
A Mãe é a mulher madura, no pico de seus poderes. Ela é a provedora da vida. É a madona que balança e acaricia seu bebê, mas também é a leoa que caça para se alimentar e lutará até a morte para proteger seus filhotes. As deusas-mães são associadas aos grãos. Invoque as deusas-mães para a fertilidade, para melhorar seus relacionamentos, para nutrição e tudo o que for questão familiar.
São elas: Ísis, Deméter, Ishtar, Ceres, Danu, Anahita, Asherah, Sheng-Mu, Hathor, Lakshmi, etc.

Visão Cósmica- Terra



DEMÉTER a deusa dos cereais, presidia a colheita abundante da vida. Na mitologia romana, ela é conhecida como Ceres. Ambas são representadas como o arquétipo da mãe,contendo simbólicamente os atributos da Deusa Tríplice no contexto da lenda que se refere a elas.
 Metafóricamente, o mito de Perséfone e de Demeter explora as tres fases da vida da mulher, ou seja: a da donzela Perséfone, a da mãe Deméter e como velha Hécate. A donzela vai para o jardim da vida com inocência, inconsciente dos lugares escuros que aguardam seu processo de amadurecimento. O mundo subterrãneo representa o grande útero que contém o mistério de nossa fertilidade e criatividade. A mãe perde a filha, ou a sua própria juventude, para o contínuo mistério do envelhecimento. Durante os anos da menopausa é possível que a mulher sofra um processo de perda ao passar para a próxima fase da vida. A velha leva o feminino para a luz do despertar que irá revelar a verdade. Nesta fase a mulher precisa encontrar um modo de compreender e equilibrar a sua vida com uma nova percepção da história "total" da sua vida. Por último a mulher irá encontrar consolo e paz interior ao compreender os aspectos claros e escuros da vida e aceitar o processo de envelhecimento pelo qual passa todo ser humano.
È essencial aprender a se alimentar interna e externamente. Deméter representa os grãos e os frutos, assim ela nos ajuda encontrar um meio de alimentar o nosso corpo e o nosso espírito.
Por raiva podemos nos matar de fome. Podemos nos alimentar inadequadamente porque nos sentimos carentes.Podemos não saber discernir entre o verdadeiro alimento para o espírito e o alimento ilusório do desejo. Como o corpo da mulher acompanha os ciclos da lua, sua biologia interna tem relação com os humores e emoções de uma cultura coletiva.O que essa cultura lhe diz sobre o seu corpo, suas necessidades sua beleza e seu valor? Encarar questões como essas lhe fará curar seu Feminino Divino no mundo de hoje.
Toda mulher é Deméter, Perséfone e Hécate.Cada mulher é única em si mesma.
O caminho desta libertação impõe um exame honesto de sua disposição para cruzar o limiar de suas trevas e encontrar nelas o tesouro de sua Luz.

A DEUSA ANCIÃ

HÉCATE

É a deusa-anciã é a avó benevolente, que você pode contar para receber aquele conselho prudente. Ela é a mulher sábia que é mais poderosa que a mãe. Para a anciã não existem segredos, pois em função da sua idade, acumulou experiências, transformando-as em sabedoria. Ela é a pessoa idosa que já viu tudo e passou por isso com seu espírito não abafado e com o temperamento moderado pela experiência. Ela é o arquétipo da centralização interior, o ponto de equilíbrio que permite à mulher permanecer firme no meio da confusão, desordem ou afobação do dia-a-dia. O seu tema básico é a premonição.
As deusas-anciãs são associadas com os moinhos e os cemitérios. Invoque esta deusa para a sabedoria, experiência, términos de relacionamentos.
Estação: Outono, Inverno.
Tempo: Meia-noite, o Futuro.
As Deusas: Annis, Oya, Skuld, Baba Yaga, Greina, Hel, Sedna, Toci, Maman Brigitte, Takotsi, etc

A DEUSA- VIRGEM OU DONZELA



PERSÉFONE -



A Donzela representa a juventude, a vida em flor, se traduz em uma mulher inocente, mas também sedutora que reconhece o seu poder sexual. Ela retrata o nosso modo irreverente, sendo considerada a "virgem". A palavra virgem no sentido primitivo, significava "não casada", ou seja, aquela que não tem marido, portanto, o termo "virgem", usado em relação às deusas antigas, não tinha o significado atual. Podia, portanto, ser usado perfeitamente para uma mulher que já tivesse tido experiência sexual e podia até, ser aplicado a uma prostituta.
A deusa-virgem é aquele aspecto da mulher que não foi afetado pelas espectativas sociais e culturais, determinadas pelo sexo masculino. O aspecto da deusa virgem é uma pura essência de quem é mulher e daquilo que ela valoriza. Ele permanece imaculado e não contaminado, porque ela não o revela, pois o mantém sagrado e secreto, ou porque o expressa sem modificação para refutar os padrões masculinos.
Conforme descreve Esther Harding em seu livro "Os Mistérios da Mulher" que: "a mulher que é virgem, uma-em-si-mesma, faz o que ela faz não por causa de nenhum desejo de obter poder sobre o outro, nem para atrair seu interesse ou amor, mas porque o que faz é verdadeiro. Suas ações podem, de fato, ser não convencionais. Pode dizer não, quando seria mais fácil, mais adaptado, convencionalmente falando, dizer sim. Mas como virgem ela não é influenciada por considerações que fazem com que a mulher não-virgem, casada ou não, se acomoda e se adapta à conveniência".

As deusas-donzelas são freqüentemente associadas as flores e devem ser invocadas nas magias do amor, da beleza, do sexo e dos recomeços.
Exemplo delas: Nimue, Perséfone, Blodeuwedd, Brigid, Bhoidheoch, etc.
Tempo: Alvorecer.
Estação: Primavera
Visão Cósmica- Sol


A Deusa Vesta era a guardiã romana da lareira sagrada na qual uma chama imaculada estava sempre acesa.
Vesta era a versão romana da Deusa grega Héstia, cujo nome significa literalmente, 'Deusa da Lareira".
A lareira de vesta e Héstia era uma versão do útero da terra, o centro cálido da casa, da família e da prole.
A função de Vesta é ascender a lareira. Aqui o centro ou o foco, é a chave.
Em sua aspiração mais elevada ela conserva o corpo e a casa limpos, e portanto tem uma aura pura e capacidade para criar espaços sagrados. Uma de suas mensagens é " Conheça suas verdadeiras paixões" . Entretanto Vesta mantém a temperatura da casa amena, nem quente ou exaltada demais, nem fria ou distante demais, mas a temperatura certa para manter tudo funcionando perfeitamente.Ela também nos inspira a estabelecer uma ponte entre os mundos da razão e das emoções, a trabalhar consciente e hábilmente com energias potencialmente voláteis e destruidoras.
Em seu templo em roma, o fogo de Vesta era estinto ritualmente unma vez por ano. Durante o tempo em que ele permanecia apagado era oferecida a oportunidade de entrega às trevas, de submissão a um processo de transformação e do deejo do retorno da Luz.
Assim, se estamos vivendo de acordo com os princípios da Deusa Tríplice Vesta, permitimos que a luz se apague occasionalmente. Isso, por si só educa a vontade, nos impulsiona para a Luz em direção ao despertar: nos torna alertas, presentes e conscientes. Assim somos abençoados com a experiência de reacender o fogo. Se não tivéssemos passado pel escuridão, não saberíamos apreciar a Luz e vice-versa.
Viver de acordo com a Deusa no novo milênio significa, entre outras coisas, invocar e aceitar as trevas, o lugar do útero fértil.

A Tríade do Feminino Divino




As tradições pagãs têm como base e fio condutor a Natureza e suas forças. Os que seguem a Tradição da Deusa sabem que é Ela a responsável por tudo o que existe.

A Deusa não governa o mundo de um lugar distante e transcendental. Ela é o mundo, Ela está no mundo. Ela é tudo que existe, existiu e existirá.

As forças de criação, manutenção e destruição fazem parte do ciclo da vida e da Natureza. A Grande Deusa é então a criadora, a nutridora e a destruidora, é a Deusa Tríplice, pois ela contém o ciclo contínuo de vida, morte e renascimento. Ela é a Donzela, a Mãe e a Anciã.

 A lua por ser uma grande representante das energias femininas e da Deusa, simboliza as suas três faces. Mas as correspondências não param por aí e no ciclo anual do sol – que como força criadora era associado à Deusa antes das sociedades patriarcais – também encontramos as três faces da Deusa. O que não é de se admirar, já que toda a existência é composta destes aspectos tríplices, queiramos nós ou não, pois não há como fugir dos ciclos de vida, morte e renascimento. Pensando bem, por que haveríamos de querer fugir de um ciclo tão harmônico, justo e vital? E não é só isto, por que não nos sintonizamos com estes ciclos já que também somos natureza?

A mulher que é a máxima representante da Deusa por carregar a força do Sagrado Feminino com sua habilidade de criar, gerar e nutrir, se afina naturalmente com a energia da Deusa Tríplice. Não é por acaso que em épocas em que era mais íntima do Sagrado Feminino e mantinha uma conexão direta com suas energias, a mulher sintonizava o seu ciclo menstrual com as fases da Lua, geralmente ovulando na Cheia e menstruando da Minguante para a Nova.

E que significam estes aspectos  da Deusa Tríplice? Como já disse, a Deusa rege toda a Natureza e toda a existência. Ela Rege, sendo regida por Ela própria; Ela cria, sendo Criação de si mesma. Ela É e Está em tudo! Assim, dentro de seu ciclo de criação temos os seus apsectos de Donzela, Mãe e Anciã, representando as fases da vida. Por isto a Grande Deusa ser conhecida também como Deusa Tríplice. Vamos conhecer estas suas três faces.

A Donzela, representada pela Lua Nova a Crescente, simboliza os novos começos, a juventude, a esperença, as sementes, o crescimento, a vitalidade, o lúdico. Como Deusa Ela aparece enaltecendo sua beleza, feminilidade e sexualidade. Muitas vezes é denominada de virgem, mas não no sentido de abstinência sexual. E sim de não pertencer a ninguém, em ser livre e completa em si mesma.

A estação do ano correspondente à Donzela é a primavera, e dentre as Deusas Donzelas inumero algumas: Pérsefone (grega), Ártemis (grega), Diana (romana), Eostre (germânica), Aine (celta), Branwen (celta), Bast (egípcia).

A Lua Cheia traz o aspecto Mãe da Deusa. Ela é aquela que nutre, protege e ama incondicionalmente; Ela é fértil e próspera. Sua sexualidade é exuberante e também a Sua beleza. Ela está plena de Sua potência e força vital. Muitas vezes a Deusa Mãe é representada grávida, ou com vários seios, ou com seu filho nos braços, representando o Deus que renasce de seu ventre.

Sua estação é o verão e algumas das Deusas Mãe são: Deméter (grega), Ísis (egípcia), Danu (celta), Freya (nórdica), Lakshmi (indiana), Maeve (celta), Inanna (suméria), Kuan Yin (chinesa).

A Deusa como Anciã vem com a Lua Minguante. Ela é a parteira, a Bruxa, a Mulher Sábia, pois é a Senhora da Sabedoria e conhece o oculto e a magia. É a Rainha dos Mistérios e também Deusa da Cura. Ela rege os finais, o desapego, o conhecimento, as transformações e a morte. Lembrando que a morte contém a vida (e vice-versa), e assim como a Lua que mingua desaparecendo no Céu, ressurgindo Nova para iniciar um novo ciclo, a vida se reinicia num ciclo contínuo de vida, morte, vida.

Também estamos sempre nos transformando, abrindo e fechando ciclos. Alguns procuram estas mudanças, outros resistem em vão e parecem mortos-vivos. As transformações podem ser sutis e internas, mas uma mudança de energia e percepção ocorre e, daí, tudo se torna novo, mesmo que aparentemente nada tenha mudado.

O meio do outono e o inverno são regidos pela Deusa Anciã, que nos convida a um tempo de maior interiorização e introspecção. Algumas Deusas Anciãs: Baba Yaga (escandinava), Hécate (grega), Sedna (Inuit), Kali (indiana), Cailleach (celta), Sheela Na Gig (celta).

Algumas Deusas abrangem os três aspectos de Donzela, Mãe e Anciã e por isto são consideradas Deusas Tríplices. São elas: Ísis (egípcia), Cerridwen (celta), Brigith(celta), Morrighan (celta), Sedna (Inuit), entre outras.

Isto acontece pelo fato de seus cultos terem sido fortes o bastante para resistirem a tendência separativista e compartimentada do patriarcado,uma forma nada holística de viver e sentir a vida. A força da cultura de uma região também é de vital importância para este fato, como por exemplo, a cultura Celta, que sempre valorizou o poder sagrado da triplicidade e o sentido de Totalidade, daí a maioria de suas Deusas serem Deusas Tríplices.

Anna Leão